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O Mundo aos olhos da Joana

O Mundo aos olhos da Joana

Qua | 22.03.17

Era a idosa que devia ter ido a julgamento ou era a instituição?

Mulher que matou idosa à bengalada num lar considerada inimputável

 

A notícia chegou-me aos ouvidos apenas há uns dias, uma senhora num lar matou outra à bengalada. Depois de ter visto um vídeo onde o jornalista perguntava se estava arrependiada e a senhora responde "estou muito, estou sim" a conclusão que retirei é que a senhora não estava conscientemente estável. Notava-se (com bastante evidência) que a idosa não regulava bem do pirolito (desculpem-me a expressão).

Quando vi que ia ser julgada pensei: "vão dá-la como doente psiquiátrica, não podem julgar alguém que não está sã". E claro, como seria de esperar o tribunal considerou-a inimputável. O que me deixou ridiculamente estúpida foi o fcto de esta senhora ser seguida (de acordo com a notícia) no Serviço de Psiquiatria do Hospital de Beja, "por apresentar sintomas de depressão com ideação homicida e suicida, devido a perturbação psiquiátrica de longa duração".

Ora sabendo isto colocam a senhora num quarto com outra pessoa? Parece-me que a instituição aqui errou. Mas podem dizer que não tinham quartos disponíveis e mil e uma coisas. Então coloco outra questão: Se a senhora partilha quarto e sabem do seu historial porque motivo não vigiam o quarto?

Eu não sei como funcionam os lares na íntegra, mas sei que, pelo menos, as auxiliares trabalham por turnos e, como tal, fazem o turno da noite (a não ser que naquele lar específico não o façam). Onde estavam quando tudo aconteceu? Esta senhora não podia ser deixada sozinha devido à sua condição psicológica, porque o resultado foi o que foi.

 

Claro que ninguém tem culpa que a senhora matasse outra pessoa, mas talvez com mais vigilância tal coisa não tivesse acontecido. Claro que (a meu ver) esta senhora não devia estar num lar, uma vez que é psicologicamente doente.

Talvez fosse importante mudar algumas coisas no nosso país, nomeadamente nas instituições.

 

Pelo menos o tribunal fez, o que na minha opinião, é o mais justo.